Parece que tem um pessoal que descobriu, desde o início da pandemia, que programas tipo Excel têm funções que ajustam dados experimentais.
Segue o fio 🧵
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Trabalhei por seis anos com análise de dados em física nuclear, fiz duas disciplinas de análise estatística de dados (uma na graduação e outra na pós), e estou muito longe (muito mesmo) de ser um especialista em estatística ou um cientista de dados.
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Recebi ontem uma "análise de dados" da pandemia que fariam corar um estudante de segundo ano da graduação. Nunca dei muita bola para essas previsões quantitativas, cravando números de mortes ou infectados com precisão de unidade, mas perdi o meu tempo tempo lendo uma delas.
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Um curso de cálculo 1 explica por que um ajuste de qualquer curva num espaço curto de tempo funciona. O problema é extrapolar e saber até onde algum ajuste funciona bem.
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Tem cientistas sérios trabalhando com modelos epidemiológicos e previsões - qualitativas - bem feitas, mas também tem muito gato se passando por lebre.
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